Linhas de pesquisa

2025 – ATUAL

O Conselho de Administração (CAD), em sua 432ª reunião ordinária, aprovou o Plano Diretor do Campus Darcy Ribeiro da Universidade de Brasília e seu respectivo zoneamento. Esses documentos técnicos e de orientação destinados ao planejamento e à gestão do espaço da Universidade trazem diversas disposições específicas quanto ao meio ambiente e a sustentabilidade, por isso, o documento a seguir apresenta tais disposições de forma destacada para facilitar a localização da temática ambiental que perpassa todo o documento:

Anexo 1 – Poligonal: Zoneamento do Plano Diretor do Campus Darcy Ribeiro
C.A.M.I

A Casa da Mulher Indígena (CAMI) é uma iniciativa do Ministério das Mulheres para promover ações de prevenção e enfrentamento à violência contra mulheres indígenas. Trata-se de um novo serviço especializado da rede de atendimento às mulheres em situação de violência e que considera as peculiaridades dos territórios indígenas e das diversas formas de violência que as atingem, constituindo também uma medida de caráter reparatório para as mulheres indígenas. Serão implantadas seis Casas da Mulher Indígena uma em cada bioma brasileiro (Caatinga, Pampa, Pantanal, Amazônia, Cerrado e Mata Atlântica) priorizando os territórios indígenas com maior índice de violência contra mulheres. Por se tratar de um novo serviço, o Ministério das Mulheres está construindo, em diálogo e articulação com os Ministérios da Saúde, dos Povos indígenas, da Justiça e Segurança Pública, da fundação Nacional dos Povos Indígenas (Funai) e outras instituições do sistema de justiça, as diretrizes de funcionamento e os respectivos protocolos de atendimento.  A CAMI segue as diretrizes do Programa Mulher Viver Sem Violência (Decreto 11.431 de 8 de Março de 2023) e estão amparadas nas ações do Pacto Nacional de Prevenção aos Feminicídios (Decreto 11.640 de 16 de agosto de 2023). O Acordo de Cooperação Técnica para desenvolvimento de ações conjuntas de combate à violência contra as mulheres indígenas foi assinado durante a III Marcha Nacional das Mulheres Indígenas, realizada em setembro de 2023.

2020-2024 

CARTOGRAFIA DA COVID-19 A PARTIR DA NOTIFICAÇÃO DAS MULHERES NO DISTRITO FEDERAL

Na segunda quinzena de março de 2020, foi decretado isolamento no Distrito Federal (DF) com o objetivo de mitigar a propagação do vírus Sars-CoV-2. Apesar das medidas, a curva de contaminação local ainda se encontrava ascendente. Observou-se que homens entre 20 e 39 anos apresentavam maior contato com o vírus, enquanto mulheres entre 40 e 49 anos exibiam uma inversão dessa tendência. Adicionalmente, o ano de 2020 registrou um menor número de notificações de violência doméstica em comparação aos últimos cinco anos, embora com altos índices de feminicídio. A trajetória do vírus, inicialmente concentrada em bairros nobres, estendeu-se às cidades satélites. Diante deste contexto, o projeto buscava observar e mapear o percurso da Covid-19 e seus impactos no DF, com foco nas mulheres. O estudo buscou compreender as diversas nuances da propagação, contaminação, isolamento social e pós-pandemia, reconhecendo que a pandemia afetou homens e mulheres de maneiras distintas, e que mesmo entre as mulheres, os impactos tiveram claras variações. Como sabemos, a casa, que é o lugar da prevenção e do abrigo, também pode ser o lugar da violência e opressão e neste momento de confinamento, a situação da mulher se torna ainda mais vulnerável tanto do ponto de vista epidemiológico como do ponto de resguardo físico e mental. Para melhor entender a casa e suas relações de cuidado, é preciso entender a relação das mulheres com o abrigo no sentido amplo, pois, existem as mulheres sem abrigo que estão na rua, as periféricas que habitam espaços pequenos, insalubres e dividem este espaço com várias pessoas, as que se mantém cativeiras de relações abusivas por falta de opção e, as que apesar de não sofrer nenhuma destas mazelas, se depararam com uma nova realidade: a CASA. Considerando que as atribuições sociais, são ainda consideradas cuidados femininos, é preciso mapear estas diversidades femininas e propor soluções adequadas a cada segmento. É necessário (re)aprender sobre os limites do espaço doméstico e sobre cuidado, mas para isso é incontornável entender a pluralidade e diversidade que há na domesticidade. Como metodologia, o trabalho pretende coletar e analisar dados, com a transformação destes em mapas e relatórios, cruzando informações da Secretaria da Saúde, Secretaria de Segurança Pública, do Registro Civil e da Codeplan-DF; utilizar dados do PNAD do Censo (IBGE) como referência para o cruzamento de dados para a análises estáticas e geoestatística; cartografar o comportamento de transmissão do vírus entre mulheres nas RAs do DF, especialmente regiões de menor renda familiar e maior precariedade de infraestrutura, utilizando software de geoprocessamento; Categorizar situações, para compreender as mulheres em diversas dimensões.Como resultado o projeto procura entender e informar os impactos do COVID-19 na vida das mulheres no DF, levando em consideração a atuação no mercado de trabalho, em casa e na sociedade. Partido da premissa que para propor qualquer ação de prevenção é preciso entender a diversidade e como os corpos ocupam os espaços privados e públicos.

2016 – 2020

E.L.A.S da FAU-UnB

Descrição: A Universidade de Brasília tem no seu início três cursos troncos, dentre eles temos o curso de Arquitetura e Urbanismo ligado inicialmente ao ICA (Instituto Central de Artes). O curso se desenvolve paralelamente à cidade em construção. Apesar deste apelo construtivo e intelectual ligado à Arquitetura Moderna, a cidade ainda é pouco amigável para jovens senhoritas. Pouco a pouco e com a participação ativa da Universidade de Brasília, a capital se transforma em um importante polo cultural do país. A demanda construtiva da cidade que surge no cerrado cria muitas possibilidades de trabalho. Outra questão relevante para a profissão é a participação na gestão de políticas públicas tanto para a cidade como para o país. Mesmo que aos olhos leigos dois ou três nomes de arquitetos homens sejam símbolos, muitos foram os profissionais envolvidos no processo e entre eles algumas mulheres que como tantas outras pioneiras deixaram aqui seu legado. Porém, pouco sabemos desta participação. Este trabalho pretende construir um mapeamento inicial das alunas egressas ao longo da história do curso da Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da Universidade de Brasília. Inserido no projeto de pesquisa, Arquitetas e Urbanistas formadas pela FAU-UnB, a pesquisa pretende criar uma amostragem a partir de entrevistas e questionários com as alunas e com isso busca clarear a participação feminina no mercado de trabalho local, na gestão pública, na política e na academia.

 

Acessar o conteúdo